quinta-feira, 12 de abril de 2018

Atropelamentos matam 475 milhões de animais, por ano


Levantamento realizado pelo Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE) aponta que, por ano, cerca de 475 milhões de animais morrem vítimas de atropelamento nas rodovias brasileiras – uma morte a cada 15 segundos. Segundo o Biólogo Giuseppe Puorto, membro do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT e MS), a expansão desenfreada das cidades e, consequentemente, a diminuição das florestas naturais, é a principal causa desse problema.

“As rotas naturais normalmente utilizadas pelos animais acabam sendo interrompidas e, em busca de alimentos, muitos acabam indo para além de seu habitat. Chegam, então, às áreas urbanas e se submetem a esse e outros riscos”, diz o especialista. 

“Outro problema frequente são as queimadas, que acabam afugentando muitos bichos das matas. Por instinto de sobrevivência, fogem para onde podem”, completa o Biólogo.

Os pequenos vertebrados, como sapos, cobras e aves de menor porte, são as principais vítimas, representando quase 90% das mortes por atropelamento. Animais de médio porte, como gambás e macacos, cerca de 10%. De maior porte, como as onças, antas e lobos, 5%. 

“Os animais de menor porte, obviamente, são menos resistentes à colisão. Mas, entre os maiores, muitos acabam sendo resgatados com graves ferimentos e, não raramente, se tornam dependentes do homem para sobreviver”, relata o membro o CRBio-01.

No Congresso, um Projeto de Lei (466/2015) que dispõe sobre a adoção de medidas que assegurem a circulação segura de animais silvestres no território nacional está em tramitação. Em outubro do ano passado, foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) e o próximo passo é que seja incluído na pauta do Plenário para votação dos parlamentares. Entre outras propostas, o PL prevê a criação de passarelas ou pontes para a travessia dos animais e melhor sinalização nas estradas.

- Caminhoneiros :

Dados da Polícia Rodoviária Federal também indicam que, em 2017, ocorreram 2,6 mil acidentes envolvendo a presença de animais na pista, sendo 434 graves, com 103 mortes de pessoas (considerando apenas as estradas federais).

Para evitar esse tipo de acidente, a instrutora de trânsito do SEST SENAT São Vicente, Isabel Albino, dá algumas informações importantes sobre o tema. Segundo ela, ao avistar animais na pista, a primeira atitude a se tomar é reduzir a velocidade e jamais buzinar, para não assustá-los. “Pelo mesmo motivo, não se deve ligar o farol alto nessas situações: os animais, quando assustados, podem ter reações inesperadas e tornar o momento ainda mais imprevisível. Eles ainda podem ficar paralisados de susto, congestionando a via”, relata a instrutora.

Isabel Albino lembra que diante de animais de pequeno porte como cachorros, gatos ou pequenos animais silvestres, a tendência natural do motorista é frear ou desviar bruscamente, sobretudo quando se está trafegando em velocidades mais altas. Ela atenta para a necessidade de se olhar pelo retrovisor antes de qualquer manobra, a fim de se certificar de que não vem nenhum carro atrás, pois um movimento inesperado pode ser a causa de um acidente mais grave.

Nos casos de animais de grande porte, é mais seguro passar sempre por trás dos bichos que estiverem atravessados na pista, pois assim é possível diminuir a velocidade de reação do animal. “É importante lembrarmos que bois e vacas não recuam. Já os cavalos podem ter reações inesperadas. Sempre que passar por uma boiada ou um outro agrupamento de animais, o motorista deve seguir em primeira marcha e nunca buzinar. Também é importante seguir com os vidros fechados por motivo de segurança”, reforça a instrutora.

Isabel alerta, ainda, sobre a importância de avisar os outros motoristas nesses casos. “Ao passar por um animal, pisque os faróis para os veículos que vierem no sentido oposto e faça um sinal com a mão para baixo, mostrando quatro dedos. Na ‘linguagem das rodovias’, esse é o aviso de que existem animais na pista. Os dedos representam as quatro patas”.

Outra dica para minimizar o risco de acidentes nesses casos é ligar para a concessionária responsável ou para a Polícia Militar no 190, que acionará a polícia rodoviária e a concessionária responsável pelo trecho. “E, por último, nunca jogue lixo nas rodovias: os restos de alimentos atraem animais para a pista”, completa Isabel.



Fonte:  Marco Berringer

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Aprendendo com as atitudes dos animais !


Daniel Godri, um grande palestrante que eu admiro muito fala sobre motivação, justamente comparando a atitude do gato e do cachorro . 

- Ele alega que o gato é muito mais inteligente que o cachorro.

- Só que é preguiçoso.

- Ele leva um tempão para acordar, se espreguiça, é lento. Sabe de tudo o que está se passando, mas não participa.

- Tenho que admitir que é a mais pura verdade.

- Ele é um ser independente, só que até demais.

- Se o dono sai o dia todo, quando chega tem que procurar pelo gato.

- Ele não vibra com a chegada do dono, tem uma atitude introspectiva.

- Ele não defende a casa em que mora, é esperto, mas foge quando percebe o perigo. Não enfrenta.

- Não concordo que o gato só pensa nele, acredito que demonstra amor de uma forma mais sutil e é mal interpretado. É como uma timidez, então cria um clima para conseguir comida e carinho, sem pedir, ele acaba conseguindo o que quer.

- Já o cachorro é o primeiro a te receber e ama o dono incondicionalmente, vibra quando ele chega, defende, dá a própria vida.

- Ele nunca cansa, sua motivação é extraordinária.

- Mesmo amarrado, ele não perde o pique.

- O cachorro recebe bem não importa como a pessoa esteja.

- Bem ou mal vestida, independentemente do humor.

- E ele conhece seu dono de longe. O gato guarda rancor, o cachorro não.

- E tem uma capacidade fantástica de perdoar.

- Por mais que o dono expulse e brigue com o cachorro ele sempre encontra um jeito de conquistar o dono novamente.

- Além disso, se for bem treinado, o cão aprende rapidamente e se orgulha quando faz a coisa certa.

- O Brasil está cheio de funcionário gato.

- Pessoas inteligentes, mas que não vibram, não participam, não têm iniciativa.

- Precisamos de pessoas com a vitalidade e o otimismo do cachorro.

- Funcionários que acreditem e defendam a empresa até o fim, que realmente se importem, que perdoem algumas atitudes ou palavras impensadas e sempre busquem reconquistar e encantar cada cliente.

- O gato é um animal maravilhoso, mas o seu comportamento não é o ideal para um funcionário eficiente.

- Uma empresa não pode admitir pessoas que chegam atrasadas, cada dia em um horário, lentas e sonolentas, preocupadas somente com elas mesmas.

- O funcionário cachorro é aquele que defende a sua empresa a qualquer custo, mesmo que alguém fale mal dela.

- Ele vai procurar resolver o problema do seu cliente, vai lutar para reverter qualquer situação negativa e zelar pela imagem da empresa. E ele conhece bem cada um de seus clientes.

- Quando alguém fala mal da empresa, o funcionário gato começa a se coçar, balança a cabeça para a frente, concorda, e até diz que ouviu falar de outros casos.

- Quem quer um funcionário assim?

- Nenhuma empresa é perfeita e nenhuma está livre de cometer erros, mas se os seus funcionários tiverem uma atitude positiva e comprometimento, tal qual o cachorro, a solução dos problemas surpreenderá e fidelizará o cliente para sempre.

- Se o funcionário (ou você) tiver a inteligência do gato e a motivação do cachorro, ninguém segura.

Justamente comparando a atitude do gato e do cachorro 

- Ele alega que o gato é muito mais inteligente que o cachorro.

- Só que é preguiçoso.

- Ele leva um tempão para acordar, se espreguiça, é lento. Sabe de tudo o que está se passando, mas não participa.

- Tenho que admitir que é a mais pura verdade.

- Ele é um ser independente, só que até demais.

- Se o dono sai o dia todo, quando chega tem que procurar pelo gato.

- Ele não vibra com a chegada do dono, tem uma atitude introspectiva.

- Ele não defende a casa em que mora, é esperto, mas foge quando percebe o perigo. Não enfrenta.

- Não concordo que o gato só pensa nele, acredito que demonstra amor de uma forma mais sutil e é mal interpretado. É como uma timidez, então cria um clima para conseguir comida e carinho, sem pedir, ele acaba conseguindo o que quer.

- Já o cachorro é o primeiro a te receber e ama o dono incondicionalmente, vibra quando ele chega, defende, dá a própria vida.

- Ele nunca cansa, sua motivação é extraordinária.

- Mesmo amarrado, ele não perde o pique.

- O cachorro recebe bem não importa como a pessoa esteja.

- Bem ou mal vestida, independentemente do humor.

- E ele conhece seu dono de longe. O gato guarda rancor, o cachorro não.

- E tem uma capacidade fantástica de perdoar.

- Por mais que o dono expulse e brigue com o cachorro ele sempre encontra um jeito de conquistar o dono novamente.

- Além disso, se for bem treinado, o cão aprende rapidamente e se orgulha quando faz a coisa certa.

- O Brasil está cheio de funcionário gato.

- Pessoas inteligentes, mas que não vibram, não participam, não têm iniciativa.

- Precisamos de pessoas com a vitalidade e o otimismo do cachorro.

- Funcionários que acreditem e defendam a empresa até o fim, que realmente se importem, que perdoem algumas atitudes ou palavras impensadas e sempre busquem reconquistar e encantar cada cliente.

- O gato é um animal maravilhoso, mas o seu comportamento não é o ideal para um funcionário eficiente.

- Uma empresa não pode admitir pessoas que chegam atrasadas, cada dia em um horário, lentas e sonolentas, preocupadas somente com elas mesmas.

- O funcionário cachorro é aquele que defende a sua empresa a qualquer custo, mesmo que alguém fale mal dela.

- Ele vai procurar resolver o problema do seu cliente, vai lutar para reverter qualquer situação negativa e zelar pela imagem da empresa. E ele conhece bem cada um de seus clientes.

- Quando alguém fala mal da empresa, o funcionário gato começa a se coçar, balança a cabeça para a frente, concorda, e até diz que ouviu falar de outros casos.

- Quem quer um funcionário assim?

- Nenhuma empresa é perfeita e nenhuma está livre de cometer erros, mas se os seus funcionários tiverem uma atitude positiva e comprometimento, tal qual o cachorro, a solução dos problemas surpreenderá e fidelizará o cliente para sempre.

- Se o funcionário (ou você) tiver a inteligência do gato e a motivação do cachorro, ninguém segura.

terça-feira, 20 de março de 2018

Bem-estar animal não é sinônimo de caridade



O animal representa a natureza primitiva e instintiva de que todos nós somos constituídos. O animal é parte da natureza e, como tal, não é bom nem ruim, obedece apenas ao seu instinto, que é também o fundamento da natureza humana e, se não for integrado à sua personalidade, pode ser extremamente perigoso. 

A necessidade de implantarmos, uma nova mentalidade capaz de permitir uma relação de respeito com os animais e a natureza em geral, permitirá também, o desenvolvimento de atitudes éticas na sociedade.

O grande desafio dos centros urbanos que visam à melhoria da qualidade de vida enfocando a ética, é conseguir implantar e fortalecer a ideia, de que o bem estar animal não pode mais ser considerado como um ato de caridade e sim como uma obrigação legal”. 

A população de animais domésticos, que vivem e sobrevivem, em relação direta com as condições do meio ocupado pelo ser humano, não podem continuar sendo abandonados. 

Esta situação requer a urgência de unir esforços da comunidade, para que se obtenha o controle de natalidade, enfatizando a necessidade de sensibilização da população sobre a posse e responsabilidade de animais de estimação.

O abandono de um animal é um ato cruel e degradante, demonstração clara, de falta de caráter e incapacidade para assumir compromissos, e caracteriza-se num crime.

O engajamento das escolas, na luta em defesa dos direitos dos animais e preservação da natureza , tem um papel relevante para que as crianças passem a trazer consigo um compromisso ético para com o meio em que vivem, combatendo as atitudes do comportamento violento e criando uma sociedade melhor, onde viverão seus filhos e netos.

A defesa do direito dos animais se faz estimulando a cidadania, o desejo de fortalecer a responsabilidade social, e não apenas como um ato filantrópico. “Precisamos combater a causa e não ficar se preocupando apenas em controlar as consequências.

Está nas mãos de cada um, que se dispõe a ajudar os animais a possibilidade de encontrar a solução, se souber compartilhar suas ideias, estimulando a posse responsável e a castração. Na causa animal não existe vencer, mas sim convencer seus semelhantes a serem mais sensíveis e unidos em prol dos animais.


Autoria : Vininha F. Carvalho

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Os pets precisam ser tratados com equilíbrio e bom senso




O cão é o melhor amigo do homem. Ao permitir que um animal entre na sua vida, você provavelmente acredita que está ajudando-o a ter mais saúde, bem-estar e carinho. Mas, esse pet pode ajudar você a garantir a sua própria saúde. Ao fornecer amor e conforto para os cães, todas as pessoas podem se beneficiar, inclusive crianças, idosos e portadores de necessidades especiais. No caso das crianças, eles auxiliam no desenvolvimento de competências e habilidades, para os idosos, eles são uma baita companhia. Já para os deficientes físicos o cão pode ser um facilitador do processo terapêutico.

Segundo o Dr. Cauê Toscano do Vet Quality, diversas pesquisas renomadas já demonstraram que as pessoas que têm animais de estimação, e principalmente, passam bons momentos com eles, são mais saudáveis. Muitas pessoas já sentiram os impactos positivos provocados pelo melhor amigo do homem em sua saúde.

Os níveis de cortisol, considerado o hormônio do estresse, são reduzidos em pessoas que possuem cães em relação aos que não possuem. Ao fazer carinho no seu pet, a sua pressão diminui e o seu corpo libera hormônios relaxantes, como a serotonina e a dopamina, neutralizando o estresse. Além disso, esses momentos íntimos também são extremamente importantes para o pet, deixando-o mais calmo e relaxado.

O bem-estar proporcionado pela interação com o um cão reduz os níveis de adrenalina, hormônio relacionado ao aumento da pressão arterial, e libera acetilcolina. Esse neurotransmissor é responsável pela tranquilidade e consequente diminuição da pressão arterial, além da frequência cardíaca e respiratória.

Com os pets, é possível estabelecer uma relação que vai além de carinho, e inclui compreensão, apoio e segurança. Tudo isso favorece o aumento da autoestima, fazendo com que o tutor se sinta mais importante, interessado pelo outro e confiante em suas próprias capacidades, que são sentimentos ausentes em pessoa que sofrem com a depressão.

O grande perigo nesta convivência é promover a humanização dos pets, fato que está ganhando campo nos lares dos brasileiros e, como já foi alertado por diversos especialistas, está trazendo conseqüências desagradáveis para os animais e a sua convivência com os tutores.

A humanização ocorre quando reproduzimos características físicas ou psicológicas humanas em animais. A utilização de objetos humanos, ou mesmo atividades características de nossa espécie, bem como utilizar sentimentos, pensamentos e relações que nós utilizamos com outras pessoas. Isto pode ser altamente prejudicial para o desenvolvimento físico e mental do animal.

- Situações que caracterizam a humanização:

- Festa de aniversário: é uma forma de humanizar, mas é um dos menores desencadeantes de problemas comportamentais. Até porque só ocorre uma vez ao ano, e na verdade pode até ser uma boa forma de socializar o animal a outros da sua espécie.

- Dar chupeta: Nenhum animal, nem mesmo nós humanos necessitamos do estímulo da sucção fora do período de aleitamento. Isso pode gerar dependência psicológica ao animal, além de ser um grande risco para a ingestão de corpo estranho (o bico da chupeta) podendo levar o animal a um quadro obstrutivo onde será necessária cirurgia para retirada do mesmo.

- Falar com voz de criança e tratar como um bebê: não chega a ser uma humanização, pois para o cão esta é forma de comunicação que ele conhece daquela determinada pessoa. Demonstra um certo grau de inferioridade para os cães pois sons mais agudos são entendidos como certa fraqueza, perto de sons graves e mais confiantes.

- Preocupação excessiva com o animal: zelo com a saúde não pode ser caracterizada como humanização a não ser que o proprietário comece a compara as próprias doenças com o cão Por exemplo, levar o animal ao veterinário para ver se ele tem bronquite pois o tutor também tem e acredita que o cão realiza determinada reação igual a ela, logo tem a mesma doença.

- Carregar o animal no colo mesmo quando não é necessário, ou colocá-lo num carrinho de bebê para levá-lo ao passeio: forte característica de humanização e bem prejudicial ao comportamento canino e felino.

- Fazer uma decoração especial no lugar onde ele dorme: não impacta muito no animal desde que o limite de conforto dele não seja afetado. Espaços muito enfeitados se tornam muito estimulantes para um animal que necessita apenas de uma toca escurinha e confortável para dormir.



Autoria: Vininha F. Carvalho