quarta-feira, 22 de março de 2017

Quanto custa ter um pet?



O Brasil já tem a segunda maior população de cachorros e gatos do mundo. Porém quanto custa ter um pet? Muitos tutores não sabem o valor que gastam mensalmente para manter seus animais de estimação. Algumas atitudes podem garantir economia e melhor organização dos gastos.

De acordo com a Abinpet - Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação -, para ter um cão o tutor gasta, em média, de R$ 216,50 (animal pequeno) e R$ 411,32 (animal grande). Já as despesas com os felinos chegam a R$ 121 mensais. Entre os itens principais estão: ração, gastos com veterinário, vacinas, vermífugos e banhos.


Existem algumas formas de reduzir os gastos sem interferir no bem-estar e diversão dos animais de estimação.

Conheça abaixo 7 dicas para economizar com seu pet:

1. Saiba o que está gastando:
O primeiro passo para economizar nos gastos com seu pet é colocar as despesas como alimentação, brinquedinhos, banho, tosa, consultas, vacinas, passeadores e outros produtos e serviços na “ponta do lápis”. Uma boa alternativa é lançar os valores em uma planilha para ter um controle exato (na internet existem diversos modelos que o tutor pode baixar gratuitamente).

2. Pesquise os preços:

Comparar preços é ideal para economizar com os principais serviços como banho, tosa e consultas veterinárias. No entanto, com a correria do dia-a-dia, os tutores não costumam ter tempo de sair pelo bairro procurando os petshops com os melhores preços. Para isso, alguns apps e sites podem ajudar, como é o caso do Pet Booking - empresa que conecta tutores a prestadores de serviços para pets. Por meio do aplicativo ou plataforma o cliente encontra petshops, adestradores, clínicas veterinárias, hoteizinhos e outros serviços mais próximos da sua residência e ainda consegue comparar os preços. A escolha também pode ser feita com base na avaliação de outros usuários, o que ajuda a analisar o custo x benefício. Além de ser uma forma de economizar na despesa, o Pet Booking também traz economia de tempo, já que o tutor pode agendar e pagar o serviço direto no app.

3. Tenha uma reserva:
Já pensou em ter uma poupança para seu pet? É ideal guardar uma pequena quantia por mês para ser usada em casos de emergências, como problemas de saúde. Além disso, a reserva mensal também pode ajudar nas despesas com viagens, por exemplo.

4. Fique de olho na saúde:
A prevenção é a melhor forma de economizar com a saúde do seu animal de estimação, portanto, não deixe de vaciná-lo e consulte-o com o veterinário regularmente. Leve seu cão e gato para passear, brinque e se divirta com eles. O bem-estar previne que seu animal de estimação tenha problemas de saúde futuros.

5. Cozinhe para o seu pet:
Preparar a comidinha do seu cão ou gato pode ser uma ótima saída para quem procura economizar, além de ser mais saudável para o animal. Uma opção é procurar açougues que vendem cortes de carnes já picados, pois são mais baratos e facilitam o preparo. Geralmente a refeição de um cachorro deve ser dividida entre proteína (50%), vegetais (25%) e carboidratos (25%), mas isso pode variar de acordo com os hábitos e a saúde do animal. Ao preparar a refeição, os doces devem ser evitados e o tutor precisa ficar atento aos temperos, alho e cebola, por exemplo, são tóxicos e não podem ser usados.

6. Compre em grandes quantidades:
Uma dica para economizar com a ração é comprar grandes embalagens ou procurar um atacado, mas o tutor precisa ter atenção com a validade e armazenamento dos produtos. Se o animal come pouco, uma alternativa é se juntar com amigos para comprar quantidades maiores.

7. Recicle os brinquedinhos:
Que os cachorros e gatos adoram brincar todo mundo sabe. Mas como economizar se ninguém resiste a comprar aquele brinquedo novo para os bichinhos? Uma boa alternativa é o famoso “faça você mesmo”: aproveite roupas velhas, novelos, caixas de papelão e elabore uns brinquedinhos bem legais para os animais.



Fonte: Ana Paula Vieira

Saiba o que fazer em casos de intoxicação


A especialista da Hercosul Alimentos, a veterinária Esther Reinheimer, explica que os sintomas de uma intoxicação são parecidos com o de outras doenças, o que requer ainda mais atenção. “Uma simples indisposição alimentar pode causar vômitos nos animais, porém, esse sintoma aliado a outros como febre, anorexia, diarreia, salivação excessiva e convulsões, por exemplo, indicam que o pet pode estar intoxicado”, conta.

No entanto, todo cuidado é pouco, pois cães ou gatos podem não apresentar todos os sintomas de uma vez só. Porém, em casos de intoxicação, se o tutor observar bem vai notar que algo não está bem com o pet, isso inclui depressão e tristeza também.

O primeiro passo é levar ao veterinário com urgência para que as medidas sejam tomadas o mais rápido possível, evitando possíveis sequelas ou até o óbito do animal. 

“Muitos pets não suportam o nível de toxicidade de uma planta ou de um desinfetante, por exemplo. Além disso, além da contaminação oral, pode ocorrer a intoxicação mista - que afeta também a pele do bichinho”, alerta.

Animais peçonhentos, abelhas, marimbondos, medicamentos armazenados incorretamente, plantas, desinfetantes de vaso sanitário, cosméticos, bebidas alcoólicas, cigarros e gás de cozinha são apenas alguns dos riscos que encontrados dentro da casa do tutor. 

“O perigo está muito perto da gente e na primeira distração somos surpreendidos pelo acidente. Um simples chocolate, por exemplo, pode causar uma séria intoxicação, pois esse alimento é extremamente tóxico para os cães”, completa.

Os gatos são mais sensíveis às substâncias tóxicas e muito seletivos na ingestão de qualquer coisa. Porém, o ato de lamber os pelos pode acarretar a intoxicação de algum produto utilizado na limpeza da casa. Optar por materiais atóxicos é uma prova de prevenir. Além disso, são muitos os produtos desenvolvidos especialmente para quem tem pets em casa.

“As medidas preventivas podem evitar um acidente grave com seu bichinho de estimação. O banheiro, a cozinha e a área de serviço devem estar trancados ou sem exposição de produtos químicos. Informe-se sobre quais plantas são tóxicas para os animais e evite tê-las em casa”, diz. 

Antúrio, Comigo-ninguém-pode, Azaleia, Lírio e Lírio da Paz e a Violeta são alguns exemplos de plantas com alta toxicidade para os animais.

Outro erro comum dos tutores é a automedicação. “A única pessoa capaz de receitar um remédio para o pet é o veterinário, pois o profissional leva em consideração não somente os sintomas, mas o peso, o porte e outros fatores que a maioria desconhece”, avalia.

A decisão por adotar ou comprar um animal de estimação influencia positivamente na vida de todos os envolvidos. Porém, é preciso estar ciente da responsabilidade que isso envolve. “Quem ama, cuida. Além disso, prevenir acidentes e incidentes é um grande ato de amor”, conclui Esther.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Biólogo explica como se prevenir e tratar a esporotricose


No estado do Rio de Janeiro, entre 2013 e 2015, pelo menos 5 mil pessoas foram diagnosticadas com esporotricose, uma doença que atinge principalmente gatos, causada por um fungo (Sporothrix shenckii) que vive naturalmente no solo. 

Nos animais, a doença se manifesta principalmente com a formação de feridas na pele, geralmente com pus, sem cicatrização e rápida evolução. E pode leva-los à morte. Já nos homens, a doença pode ser notada pelo surgimento de pequenos caroços vermelhos sob a pele, principalmente nas áreas dos braços, pernas ou até mesmo no rosto. Com o tempo, podem também se transformar em feridas.

“Embora a micose afete outros animais, é muito mais comum nos gatos, que naturalmente acabam se transformando também nos principais transmissores do Sporothrix shenckii aos homens”, diz o Biólogo Luiz Eloy Pereira, vice-presidente do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT e MS). Pereira conta que o contágio se dá geralmente por meio de escoriações na pele, como arranhões, provocadas pelas unhas dos felinos. 


“O fungo pode estar nas garras do animal, que ao arranhar uma pessoa acaba o transmitindo”, explica o Biólogo. “Ao notar qualquer possível sinal da doença, o ideal é procurar um médico”, completa.

Entre os homens, para evitar o contágio, a principal recomendação é que se faça uma boa higienização na área em que sofreu o arranhão. E, se houver qualquer suspeita da doença no gato, leve-o a um veterinário para, se confirmado o diagnóstico, dar início imediato ao tratamento. Geralmente ele é feito com o antifúngico itraconazol. Quanto mais rápido for realizado o diagnóstico e começar o tratamento, melhor. 

“Mas é importante que seja prescrito por um especialista. Pois há outros medicamentos que também podem ser indicados, e somente ele poderá apontar qual é o mais adequado”, alerta o vice-presidente do CRBio-01.

Outro apelo feito pelo Biólogo é que ao identificar a doença no gato, que o bichano não seja abandonado. “Existe tratamento e o bicho pode se recuperar. Mas para isso precisa receber os cuidados necessários. Além de evitar a proliferação da doença, o abandono também se caracteriza como maus tratos, e pode ser considerado até como crime”, conclui Pereira.

terça-feira, 14 de março de 2017

Especialista explica as peculiaridades de cada raça



Eles são companheiros, graciosos e estão sempre prontos para uma brincadeira. Já são 132,4 milhões de pets espalhados pelo país, dos quais 52,2 milhões são cachorros e 22,1 milhões são gatos, segundo dados do IBGE fornecidos pela Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação).

De diversos portes, raças e personalidades, esses bichinhos conquistam cada vez mais espaço no Brasil e no mundo. Só o cuidado com a alimentação e a saúde dos pets movimenta cerca de 17 bilhões de reais por ano.

Os benefícios são tantos que o hospital Albert Einstein, em São Paulo, já liberou visitas de bichos a pacientes internados, também em unidades semi-intensivas. Os médicos acreditam na humanização do tratamento e afirmam que os animais auxiliam positivamente na cura de doenças.

A Dra Esther Reinheimer, veterinária da Hercosul Alimentos, empresa especializada no segmento pet, preparou algumas peculiaridades de cada raça para que você fique por dentro desse mundo mágico dos animais de estimação.

Dálmata, Chow Chow, Akita e Samoieda são cães que, apesar da sua aparência fofa, gostam de ter seu momento sozinho. Esses cães até podem sair e fazer longas caminhadas, mas não são os mais serelepes. Evite esforços exagerados em dias quentes e cuide bem de suas pelagens.

Outros cães de porte médio como o Boxer, o Pastor Alemão, o Pit Bull e o Rottweiler são muito atentos aos sons. Um bom adestrador pode ajudá-los a controlar os latidos oriundos da sensibilidade ao barulho. São companheiros e necessitam de caminhadas longas e muitas brincadeiras para manter a saúde óssea 100%.

Os cães gigantes como o Mastiff, o São Bernardo e o Dog Alemão são cães que se adaptam facilmente a rotina do dono, portanto, não precisam de muitos exercícios - até por serem bem preguiçosos. O excesso de exercícios pode, inclusive, acarretar efeitos contrários sobre o desenvolvimento ósseo, muscular e para as articulações. Esses animais precisam ser adestrados para urinar e defecar sempre no jornal ou nos tapetes higiênicos, pois o volume é grande, o que pode gerar problemas para quem mora em apartamento.

O ideal para esses pets é que o passeio aconteça pelo menos três vezes ao dia para que realizem suas necessidades. Amabilidade e tranquilidade são as maiores características dessas raças.

O Labrador, o Golden Retriever, o Border Collie, o Galgo, o Bull Terrier e o Beagle são pets de fácil convivo, mas possuem uma personalidade mais agitada e são ansiosos por natureza. Passeios e brincadeiras de corridas fazem a alegria desses pets. Inclua muitos exercícios na agenda desses animais, pois eles precisam gastar energia ou ficarão frustrados. A higienização da pelagem merece atenção redobrada com essas raças, pois a perda de pelos é ainda maior.

Outras raças como Pug, Lhasa Apso, Shih Tzu, Cocker, Fox Paulistinha, Dachshund, Bichon Frise, BulDogue Francês e BulDogue Inglês são cães perfeitamente adaptados ao apartamento.

Não há necessidade de muitos exercícios, visto que uma caminhada leve já é o suficiente. São cães brincalhões e podem ficar sozinhos por mais tempo. Vale ressaltar que o Lhasa Apso e o Shih Tzu latem muito pouco. Porém, o Dachshund, o Spitz e o chihuahua latem bastante.

O Bichon Maltês também é uma ótima opção para quem mora em apartamento e para os alérgicos, pois ele quase não solta pelos. As raças que não lidam bem com a solidão são Spitz, Chihuahua, Pischer, Yorkshire, Maltes e Poodle, pois são muito apegados ao tutor. Uma boa dica é levar aos chamados Day Care ou creches de cães.

Amor e carinho são os principais ingredientes para essa relação. Mantenha seu cão seguro e respeite seus limites para que ele cresça saudável e feliz.


Fonte: Ju Farias