sábado, 6 de maio de 2017

Discoespondilite, uma experiência inesquecível



A Discoespondilite (osteomielite intradiscal) é uma infecção causada por bactérias que provoca lesão na coluna vertebral, discos intervertebrais e tecidos adjacentes. Causa dor intensa e, dependendo da vértebra afetada pode haver rigidez, tetraparesia ou paresia e paraplegia.


Os primeiros estudos apontavam o Staphylococcus aureus como agente causador, contudo, um patógeno canino foi recentemente identificado, o Stafilococcus intermedius. As bactérias ou fungos em geral, entram na corrente sanguínea através dos abcessos dentários, feridas, doenças que diminuem a imunidade do animal, pelas vias aéreas (pulmão) ou mesmo decorrente de outras infecções, principalmente vindas do trato urinário e endocárdio. Uma infecção muito comum que pode levar a discoespondilite é a Brucelose, mais comum em animais de sítios e fazendas.

Cães de raças grandes e machos são mais propensos a contrair a discoespondilite, podendo acontecer em qualquer idade. É raro em gatos, mas pode ocorrer osteomielite vertebral, sem acometimento dos discos, decorrente de ferimentos externos. A doença acomete mais frequentemente a região tóraco lombar ou lombar.

Depressão, anorexia e febre representam o sinal de alerta. A seguir surge uma dor muito intensa na região atingida, podendo ter alterações neurológicas em decorrência dessa inflamação local, como paralisia dos membros e dificuldade de locomoção.

O diagnóstico de discoespondilite é obtido geralmente através de raios-X, porém a tomografia computadorizada pode evidenciar aspectos de lise e remodelamento ósseo com maior e melhor definição e precocidade não alcançadas com radiografia convencional. No exame clínico deve-se procura sinais clínicos como sopro, pois endocardite pode ser a fonte da infecção. Nos exames laboratoriais pode ocorrer no Hemograma: leucocitose e neutrofilia, a urinálise pode detectar foco de infecção (cistite).

O tratamento envolve a antibioticoterapia agressiva e prolongada baseada nos organismos mais comumente envolvidos ou no resultado das culturas. É importante manter o animal em repouso absoluto para evitar fraturas patológicas.

Estou relatando sobre esta doença porque recentemente enfrentei o desafio de salvar o meu pastor alemão, o Twguio, que esta com dez anos desta infecção. Os primeiros sintomas surgiram durante o carnaval, o que dificultou muito o atendimento.

Ao consultar a primeira veterinária, numa clínica onde trabalham quatro veterinários, foi diagnosticado que ele estava com cinomose e erliquiose e, a melhor opção seria a eutanásia devido à idade dele. Não aceitamos esta indicação, ela então, receitou uma medicação que foi incluída no valor da consulta. Tivemos a iniciativa de levá-lo em outra clínica veterinária. Lá chegando, o outro veterinário identificou esta infecção, mencionando que a medicação indicada pela veterinária anterior, à base de corticoide iria agravar a situação. Ele ficou internado por dez dias, mas estava totalmente paralisado da cintura para baixo. 

Devido às dificuldades apresentadas para realizar as necessidades fisiológicas, falta de apetite e condição para continuar vivendo sem se locomover, fui incentivada por muitas pessoas a realizar a eutanásia. Mas meu marido foi implacável, jamais iriamos praticar este ato. O sofrimento dele foi muito grande durante o período de vinte e um dias, sendo que a medicação correta foi realizada durante seis semanas. 

A luta foi muito grande, mas teve um final feliz. Nós investimos todo nosso amor e dedicação e, após sessenta dias ele este está totalmente recuperado, caminha e se alimenta muito bem.

Quero deixar registrado aqui este depoimento, pois descobri que discoespondilite pode ter cura. A eutanásia indicada na primeira clínica veterinária demonstrou falta de ética, de moral e de conhecimento cientifico, ou seja, eles tem um protocolo escolhido para realizar o atendimento, não respeitando a vida do animal e, muito menos o sentimento dos tutores. Para os veterinários daquela clínica, a eutanásia é a solução quando desconhecem a causa do problema. 

O Twguio não estava com cinomose e muito menos erliquiose, e sim com discoespondilite. Tomara que outros animais não sejam vítimas de profissionais que atuam sem o mínimo de responsabilidade e, praticam a eutanásia em animais que ainda tem uma longa vida pela frente.



Autoria: Vininha F. Carvalho

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Campanha contra abandono de animais ganha a Rodovia Presidente Dutra


A campanha “Quando a gente gosta é claro que a gente cuida”, promovida pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) para conscientizar a sociedade sobre o problema do abandono de animais domésticos, chega a uma nova fase. 

Depois de atingir mais de 5 milhões de pessoas em todo o Brasil com o vídeo do cachorro Zeca e peças de comunicação no Metrô da capital e nos principais terminais rodoviários, agora a campanha será destaque em uma das rodovias mais importantes do País, a via Dutra.

A concessionária CCR NovaDutra junta-se à campanha do CRMV-SP e passa a divulgar os materiais de conscientização. Serão 50 mil panfletos distribuídos nas praças de pedágio de Arujá e Jacareí nos dias 20 e 27 de abril. Além dos panfletos, 10 faixas da campanha serão dispostas no trecho paulista da rodovia e spots serão veiculados na CCRFM 107,5 NovaDutra, emissora oficial de informações da via Dutra. Todo este esforço se dá justamente em um dos períodos mais críticos de abandono de animais, os feriados. Entidades como ONGs de cuidado animal e CCZs de várias cidades registram um aumento de até 70% no abandono de pets nestas ocasiões.

“Em períodos de festas e feriados prolongados, cresce o índice de abandono. Seja qual for o motivo, nenhum deles justifica a crueldade de largar um animal na rua desprotegido”, afirma o presidente do CRMV-SP, Mário Eduardo Pulga. “Os animais abandonados estão mais suscetíveis a maus-tratos, a acidentes e, principalmente, a doenças, que podem ser, inclusive, uma ameaça para outras espécies e para a saúde humana”, completa.

A previsão é que em cada feriado mais de 400 mil veículos circulem pela via Dutra nos dois sentidos.





Sobre o CRMV-SP:

O CRMV-SP tem como missão promover a Medicina Veterinária e a Zootecnia, por meio da orientação, normatização e fiscalização do exercício profissional em prol da saúde pública, animal e ambiental, zelando pela ética. É o órgão de fiscalização do exercício profissional dos médicos-veterinários e zootecnistas do Estado de São Paulo, com mais de 32 mil profissionais ativos. Além disso, assessora os governos da União, Estados e Municípios nos assuntos relacionados com as profissões por ele representadas.


Fonte: Sandra Cunha

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Bem-estar animal não é sinônimo de caridade



O animal representa a natureza primitiva e instintiva de que todos nós somos constituídos. O animal é parte da natureza e, como tal, não é bom nem ruim, obedece apenas ao seu instinto, que é também o fundamento da natureza humana e, se não for integrado à sua personalidade, pode ser extremamente perigoso. 

A necessidade de implantarmos, uma nova mentalidade capaz de permitir uma relação de respeito com os animais e a natureza em geral, permitirá também, o desenvolvimento de atitudes éticas na sociedade.

O grande desafio dos centros urbanos que visam à melhoria da qualidade de vida enfocando a ética, é conseguir implantar e fortalecer a ideia, de que o bem estar animal não pode mais ser considerado como um ato de caridade e sim como uma obrigação legal”. 

A população de animais domésticos, que vivem e sobrevivem, em relação direta com as condições do meio ocupado pelo ser humano, não podem continuar sendo abandonados. 

Esta situação requer a urgência de unir esforços da comunidade, para que se obtenha o controle de natalidade, enfatizando a necessidade de sensibilização da população sobre a posse e responsabilidade de animais de estimação.

O abandono de um animal é um ato cruel e degradante, demonstração clara, de falta de caráter e incapacidade para assumir compromissos, e caracteriza-se num crime.

O engajamento das escolas, na luta em defesa dos direitos dos animais e preservação da natureza , tem um papel relevante para que as crianças passem a trazer consigo um compromisso ético para com o meio em que vivem, combatendo as atitudes do comportamento violento e criando uma sociedade melhor, onde viverão seus filhos e netos.

A defesa do direito dos animais se faz estimulando a cidadania, o desejo de fortalecer a responsabilidade social, e não apenas como um ato filantrópico. “Precisamos combater a causa e não ficar se preocupando apenas em controlar as consequências.

Está nas mãos de cada um, que se dispõe a ajudar os animais a possibilidade de encontrar a solução, se souber compartilhar suas ideias, estimulando a posse responsável e a castração. Na causa animal não existe vencer, mas sim convencer seus semelhantes a serem mais sensíveis e unidos em prol dos animais.


Autoria : Vininha F. Carvalho

quarta-feira, 22 de março de 2017

Quanto custa ter um pet?



O Brasil já tem a segunda maior população de cachorros e gatos do mundo. Porém quanto custa ter um pet? Muitos tutores não sabem o valor que gastam mensalmente para manter seus animais de estimação. Algumas atitudes podem garantir economia e melhor organização dos gastos.

De acordo com a Abinpet - Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação -, para ter um cão o tutor gasta, em média, de R$ 216,50 (animal pequeno) e R$ 411,32 (animal grande). Já as despesas com os felinos chegam a R$ 121 mensais. Entre os itens principais estão: ração, gastos com veterinário, vacinas, vermífugos e banhos.


Existem algumas formas de reduzir os gastos sem interferir no bem-estar e diversão dos animais de estimação.

Conheça abaixo 7 dicas para economizar com seu pet:

1. Saiba o que está gastando:
O primeiro passo para economizar nos gastos com seu pet é colocar as despesas como alimentação, brinquedinhos, banho, tosa, consultas, vacinas, passeadores e outros produtos e serviços na “ponta do lápis”. Uma boa alternativa é lançar os valores em uma planilha para ter um controle exato (na internet existem diversos modelos que o tutor pode baixar gratuitamente).

2. Pesquise os preços:

Comparar preços é ideal para economizar com os principais serviços como banho, tosa e consultas veterinárias. No entanto, com a correria do dia-a-dia, os tutores não costumam ter tempo de sair pelo bairro procurando os petshops com os melhores preços. Para isso, alguns apps e sites podem ajudar, como é o caso do Pet Booking - empresa que conecta tutores a prestadores de serviços para pets. Por meio do aplicativo ou plataforma o cliente encontra petshops, adestradores, clínicas veterinárias, hoteizinhos e outros serviços mais próximos da sua residência e ainda consegue comparar os preços. A escolha também pode ser feita com base na avaliação de outros usuários, o que ajuda a analisar o custo x benefício. Além de ser uma forma de economizar na despesa, o Pet Booking também traz economia de tempo, já que o tutor pode agendar e pagar o serviço direto no app.

3. Tenha uma reserva:
Já pensou em ter uma poupança para seu pet? É ideal guardar uma pequena quantia por mês para ser usada em casos de emergências, como problemas de saúde. Além disso, a reserva mensal também pode ajudar nas despesas com viagens, por exemplo.

4. Fique de olho na saúde:
A prevenção é a melhor forma de economizar com a saúde do seu animal de estimação, portanto, não deixe de vaciná-lo e consulte-o com o veterinário regularmente. Leve seu cão e gato para passear, brinque e se divirta com eles. O bem-estar previne que seu animal de estimação tenha problemas de saúde futuros.

5. Cozinhe para o seu pet:
Preparar a comidinha do seu cão ou gato pode ser uma ótima saída para quem procura economizar, além de ser mais saudável para o animal. Uma opção é procurar açougues que vendem cortes de carnes já picados, pois são mais baratos e facilitam o preparo. Geralmente a refeição de um cachorro deve ser dividida entre proteína (50%), vegetais (25%) e carboidratos (25%), mas isso pode variar de acordo com os hábitos e a saúde do animal. Ao preparar a refeição, os doces devem ser evitados e o tutor precisa ficar atento aos temperos, alho e cebola, por exemplo, são tóxicos e não podem ser usados.

6. Compre em grandes quantidades:
Uma dica para economizar com a ração é comprar grandes embalagens ou procurar um atacado, mas o tutor precisa ter atenção com a validade e armazenamento dos produtos. Se o animal come pouco, uma alternativa é se juntar com amigos para comprar quantidades maiores.

7. Recicle os brinquedinhos:
Que os cachorros e gatos adoram brincar todo mundo sabe. Mas como economizar se ninguém resiste a comprar aquele brinquedo novo para os bichinhos? Uma boa alternativa é o famoso “faça você mesmo”: aproveite roupas velhas, novelos, caixas de papelão e elabore uns brinquedinhos bem legais para os animais.



Fonte: Ana Paula Vieira